Um tênis para caminhar ou um king kong para se apaixonar

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Faltando uma semana para o dia dos namorados, há 84 anos (ao menos, parece que faz), meu doce e amado par (vou chama-lo assim, para não ser censurada com adjetivos pejorativos), me perguntou o que eu queria de presente. Pois bem farei umas aspas aqui:

O que imaginamos para o dia dos namorados, são flores (não gosto, porém, é legal), jantar romântico num lugar bacana ou em casa mesmo (preparado pelos dois), uma cesta de chocolate, um presente fofo, ou mimos, coisinhas que quando abrimos a embalagem soltamos um: óóóó, que lindo! Na minha opinião todos os dias de um casal deveria ser assim: jantares, ver uma série juntos, comprar presentinhos engraçados e fofos, surpreender o parceiro. Assim deveria ser. Porem na maioria das vezes não é.

Voltando ao tão sonhado dia com o meu fofíssimo e super romântico namorado, ele me pergunta o que eu gostaria de ganhar de presente. Dica: Não pergunte, investigue, conheça a pessoa para dar algo, ver a carinha de felicidade quando se abre o tal sonhado presente é o melhor momento de todos.

Mas ele perguntou e respondi: Quero um king kong de pelúcia. Amo esse personagem, amo o filme, sou fã mesmo. Poxa, é dia dos namorados, o presente tem que ser fofinho! Lógico que imaginei o Kong em uma cesta com salgadinhos e bombons também. Mas aí vai da criatividade de quem vai dar o presente, né?

Pois bem, nos trocamos e fomos para o centro comercial à noite, buscarmos meu presente. Imaginei meu kong em cima da cama arrumadinha quando chegasse do trabalho, estava empolgada. Aí entramos numa loja de tênis. E meu lindo namorado falou: Escolha um tênis para você, esse é seu presente, você está gordinha e precisa caminhar.

Ah senhor! Gordinha sempre fui gente, precisar caminhar todos precisam. Um tênis poderia ter dado em outro dia. Mas, e meu kong? Se decepção tivesse um nome seríamos xarás.

Levei o tênis e minha decepção para casa, não teve outro jeito. Que dia romântico tive aquele ano (para não falar palavras indevidas novamente)! O presente que dei a ele, um relógio lindo dourado, super chique , depois foi trocado um esportivo estilo adolescente. Não precisa nem falar que o romance não deu certo.

Ainda não tenho o kong de pelúcia. Mas o do filme vejo e revejo, é meu preferido, não adianta. Vejo sozinha ou acompanhada, mas com a caminhada em dia e o passado no passado.

Feliz dia 12.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

 

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