tema: flores

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O cheiro, a cor, a surpresa, o buquê da noiva. Não importa onde nem como, flores nos encantam. Esses poemas farão o mesmo. Em tempos difíceis nos trazem um pouco de paz e simplicidade, através delas. Se flores de plástico não morrem, como diria o poeta, as boas sensações que elas nos trazem também não.

E não se esqueça, para participar conosco é simples. Todos podem participar, basta enviar uma mensagem e conhecer quais temas serão abordados nos próximos desafios.

Não sou de flores

Juh Hunzicker, Bauru-SP

Não sou de flores
Sou de vinhos.
Sou inquieta e pensante.
Sou dorminhoca e precisa.
Sou apaixonada e desligada.
Não sou de flores
Sou de alma.
Sou observadora e decidida.
Sou brava e comportada.
Sou elétrica e calma.
Não sou de flores
Sou de sorrisos.
Sou amorosa e perspicaz.
Sou guerreira e perdedora.
Sou forte e capaz.

As Flores

Rose Papille, Torrinha-SP

Me encantam as flores
Com variados odores
Desabrochando em tantas cores
Declarando amores

Perfumando e decorando
Casas e jardins
No buquê de uma noiva
Cerimônias afins

Revelando sua essência
Proporcionando na alma
A singela delicadeza de uma flor
Que foi cultivada com amor
Em meu jardim,
Exalando perfume
Em minha janela,
Cada dia mais belas
Estão elas, as flores!
Esbanjando toda pureza
Que emana da natureza!

Ciclos - Girassol

Lucas Souza, Bauru-SP

A lua vai e o sol aparece, apesar do intenso brilho, ele não advém de um belo sorriso.
A sua luz procura pelas lindas flores amarelas de uma plantação de girassol,
mas o que ficou no campo foi só o vazio, chegou ao fim o seu ciclo,
para sempre elas partiram.
Todo girassol possui um ciclo de 12 meses, é inevitável a sua partida,
é inevitável o campo vazio após a despedida.
O sol sabe disso, sabe que os ciclos são imutáveis, mas como impedir a saudade?
O sol aqueceu tanto esse campo, viu crianças sorrindo correndo em volta dele,
após dias de chuva seu calor e brilho apareciam e o aquecia com um amor de verdade.
Mas o sol não pode deixar de brilhar em razão de sua dor pela perda do campo florido. Outros campos e outras flores precisam de seu brilho.
A Ana precisa de seu brilho, de seu calor aquecendo sua plantação que ela cuida com tanto carinho.
O seu sol partiu, seu brilho apagou, deixou a Ana, pequena flor, sem o calor do sol materno.
Quem protegerá essa flor? Pequena no campo sem vida, aquela que a aquecia partiu deixando seu futuro incerto.
Sua mãe, calor que sempre a protegia, Ana rega suas túlipas, pensativa, mistura de dor e alegria.
Entende que não tem como mudar o ciclo da vida, faz uma oração e agradece por mais um dia, sim, mais um dia…

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