Tattoo feminina e a Medusa

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Uma expressão que me incomoda muito é: tattoo feminina.

Sempre quando vejo um anúncio de tatuador em alguma rede, lá está essa expressão ligada a tatuagens delicadas como florzinha, infinito e borboleta. Mas em qual documento ou lei está escrito que essas tatuagens são femininas. Ou que outras não são?

Se a tatuagem não for delicada, ou com traços finos, colorida, não é feminina?

Isso mesmo. Esse estereótipo, criado sabe Deus por quem, existe. É real. Denominar que um desenho é feminino é, no mínimo, machista. Eu tenho várias tatuagens: pequenas, coloridas, frases e uma grande! Amo, sou louca por elas. Mas essa expressão me incomoda, dá vontade de gritar: Eu sou feminina, sou mulher, tatuo o que eu quiser! Canalhas!

Tenho uma Medusa no braço, minha musa inspiradora. Desde pequenininha era fã. A via em filmes de mitologia e me maravilhava. A história dela é fantástica. Pesquisem!

Tenho vontade de fazer outras Medusas. Ela é linda! E quando o tatuador foi faze-la, me perguntou como a queria. Rapidamente respondi: Com cara de mal, com as cobras do cabelo eriçadas. A quero como ela é. Sem gourmetização.

Não posso ser taxada de nada, absolutamente de nada, por que tenho uma tattoo que ‘’não’’ é feminina. Não posso e não admito. Faço o que eu quero. E assim tem que ser com todas as mulheres. Não aceitem menos que isso. Somos F$%¨*, e pronto!

Se um dia você, homem ou mulher, for fazer uma tatuagem, não se prenda nessa expressão. Faça qual você quiser. Aquela que você se sentir bem. E tatuadores, vamos repensar ao classificar um tipo de desenho. Sejamos empáticos. ‘’Cozinhar como uma mulher’’, ‘’lavar louça como uma mulher’’ e ‘’tattoo feminina’’, são expressões ultrapassadas que não cabem no nosso mundo. Naquele mundo que sonhamos em ter para nós. Empoderadas e livres. Plenas e tatuadas.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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