Somos domadoras de leões

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Escrevendo um conto novo dei um google procurando uma imagem bacana para a história (sim procuro minhas imagens no google na falta de um app especializado). Pasmem, achei só imagens fofas de domadores de leões. Não tinha de domadoras. Então, resolvi ir mais a fundo na pesquisa e digitei: domadora de leão, na esperança de achar algum texto que falasse do assunto, ou sobre circo, ou de repente encontrar a primeira mulher domadora da história. Adivinha qual foi o primeiro resultado? Imagens de fantasia sexual de domadora.

Depois achei alguns artigos falando de domadoras, mas a referência maior ainda é a de domadores. Sei que várias profissões ainda são de domínio masculino, o que me impediu, de certa forma, de continuar com minha pesquisa. Mas, enfim, o foco do texto não era sobre domar leão, o animal, e sim metaforicamente falar sobre como domar leões, os problemas, as barreiras do dia a dia. Então, aí vai um pouco do que imaginei para esse texto.

Domar um leão por dia, já ouvimos falar muito dessa expressão. Imaginar um leão sendo açoitado é triste no ponto de vista do bicho fofinho. Mas em nossas vidas, vários leões tem que ser domados, açoitados.

No trabalho domamos leões preguiçosos e gananciosos que atrapalham nossa evolução profissional. Na vida tem os bichos fofoqueiros, invejosos, pessimistas. Na família sempre tem um leão que fala demais e faz de menos, atrapalha, atrasa. O bicho da ansiedade, da depressão, do desespero, as vezes ataca também, e temos que doma-los. Esses são bem ariscos, não obedecem fácil. No amor temos os leões reprodutores, machos, mas que são, na maioria das vezes, abusivos, amedrontados por uma mãe leoa dominadora, mas que nos fazem de brinquedos. Fora o leão que nos assombra 7 dias por mês, desse nem entrarei em detalhes. Cada um sabe como é.

Tem o leão da conta bancária que insiste em brincar de negativo, positivo. Tem o animal do supermercado, esse rouba nosso chicote e nos açoita violentamente.

Mas pensem: domamos todos eles. Com dificuldade, com persistência, com elegância, ou as vezes não. As vezes o pijama, com as meias de pares diferentes tomam o lugar da elegância. É um daqueles dias em que você está cansada de lutar com seus leões. Nesse dia precisamos de uma pausa. Precisamos encher o peito de coragem para dali a pouco domar outro bicho que chega do nada e nos falta o ar, de raiva, como os boletos por exemplo. Bichos implacáveis, não nos largam nunquinha. E acaba o dia.

Sim, tudo isso provavelmente acontece em apenas um dia, muitas vezes na semana. E o que fazemos ao nascer do sol? Passamos um rímel, tomamos um café, pegamos nosso chicote e vamos para a guerra.Para domar esses leões que insistem em nos desafiar.

 

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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