Saudades do que a gente não viveu

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Eu estava sem inspiração vendo um jogo do Brasil e o Neymar fez um gol! E logo eu pensei: Saudade do que a gente ainda não viveu. E a inspiração para o texto veio, como um foguete, como um chute na toca da coruja!

É estranho falar que temos saudade de algo que não vivemos, mas ela existe sim, vou explicar e vocês vão concordar, em sentido inverso ao qual nosso craque a criou.

Tenho três saudades basicamente: Um show dos Beatles, a final da copa de 70 e um show da Elis Regina.

São coisas que tenho saudade, mas não vivi. Como teria sido bom viver na época de ver o quarteto de Liverpool tocar e encantar. E imagina só, eu no México vendo o Brasil acabar com a Itália na final e erguer a taça pela terceira vez. Sem falar que ir a show da Elis… ah, ficaria horas ali, quietinha admirando aquela voz. É um misto de prazer e decepção, todas essas saudades nunca irão desaparecer nem se concretizar. Mas imaginá-las me faz bem. Me transporta para outro mundo, outra vida, uma na qual eu seria feliz, não que nessa não sou, me contendo com gols do Neymar, claro, ele é um talento. Mas ver os tricampeões ao vivoseria bom! Quem viveu isso, por favor, se manifeste.

Deve ter sido o máximo. Muitas coisas boas e ruins acontecem, eventos catastróficos e conquistas mundiais, acontecimentos que marcam, talentos que se foram cedo, Elvis por exemplo, que sensualidade, que olhar!

Mas não somos imortais para poder viver tudo. Não seria uma má ideia se fossemos. Mas lembrar com saudade de algo que não vivemos é estranho e relativamente nostálgico. Nos traz uma liberdade de sentimentos e sensações boas e más. E se aparecesse uma máquina do tempo em forma de gênio da lâmpada? Quanta coisa legal faríamos! E o menino Ney tem razão, a saudade do que não vivemos se faz presente em pequenos momentos, sempre!

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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