Relações abusivas e o exercício do espelho

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Quando ouvimos a expressão “relação abusiva” logo lembramos de um caso amoroso regado a violência física e emocional.

Mas a toxicidade está presente em outras relações que as vezes passam despercebidas em nossas vidas. O abusador pode ser um amigo, um colega de trabalho ou um familiar.

Como identificamos uma relação abusiva?

Não identificamos. Geralmente, estamos tão envolvidos e presos emocionalmente que nem suspeitamos que somos sugados por um abusador.

Exemplo clássico: “esmalte vermelho de novo? Passa um clarinho”. Você não acha que essa saia está curta, põe uma calça! Não acho que você vai entender esse filme, vamos ver uma comédia!” “Você não é bonita o suficiente para esse cargo”! “O Homem tem que pagar o jantar já que vai usufruir da mulher”!

Já enfrentei casos horríveis em que fiquei destruída. Como em uma relação na qual o parceiro sempre me comparava com a mãe e nessa comparação ela sempre era melhor em tudo. Ou numa entrevista de emprego na qual não fui selecionada pois não tinha o biotipo físico “adequado” para aquela loja. Nesse caso, a pessoa te olhar, te julgar pelo seu corpo, não pelas suas habilidades, é um abuso sim. Te colocar em uma situação desconfortável e constrangedora também é.

Claro que nós mulheres sofremos mais nesse tipo de relação por uma questão cultural de nosso país que infelizmente nos jogam para debaixo do tapete toda hora.

As vezes, um olhar de reprovação de um amigo em relação ao que você diz, ou a famosa “crítica construtiva”, torna-se um abuso quando dita com frequência, com intuito de te alfinetar. Nas relações amorosas são mais difíceis de observar o que está acontecendo, muito provável que nos libertaremos bem tarde, mas essa liberdade é tão boa! Então pensamos: Como falar não para uma pessoa que admiramos? Esse talvez seja o ponto mais difícil e o mais necessário.

Para fugirmos das ciladas dessas relações devemos fazer um exercício diário: o exercício do espelho. Eu aprendi tarde, mas faço um exercício de empoderamento mental, no qual me torno forte para enfrentar todas as confusões do dia a dia.

Olhe- se e se ame. Se você se sente bem, use! Se você tiver vontade, coma. Se o patrão deixa claro que você é só um número, voe! Se os amigos só lembram de você quando precisam de um favor, fique só.

Olhe para si. Se conheça, se ame. É a melhor prevenção de relações abusivas. Observe os outros, mas se olhe em primeiro lugar. Se entenda, se resolva. Crie um vínculo de amor com o espelho. A sua opinião pode mudar sua atitude, a opinião dos outros você ignora.

Busque a felicidade com coisas simples sem neuras. Não deixe outra pessoa dizer quem você deve ser e o que você deve fazer. Olhe no espelho e diga: eu estou no controle da minha vida, só eu posso mudar ela. Só eu posso tornar meu dia feliz!

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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