Quero minha amiga de volta

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Sinuca, churrasco e bailarinas do Faustão. Não parece, mas essa mistura funciona e tem tudo a ver. A pandemia tirou minha amiga de mim. Sim, ela está viva e com saúde, mas estamos separadas, distantes, para nos proteger. Essa amizade, irmandade melhor falando, já tem mais de 13 anos, somos confidentes, parceiras, uma segura o choro da outra, e abraçamos nossas alegrias também. Mas para seguir o distanciamento, não nos encontramos, as vezes um oi de longe, o que não é suficiente. Podem entender como estamos ansiosas para tudo isso acabar.

Nos falamos todo dia, sobre séries, sobre dores e angústias, ela me da força e eu retribuo. As vezes estamos cansadas e o bom dia vem em forma de figurinha, mas ele é diário. Isso que importa.

Ela manda vídeos do tik tok (eu não gosto, mas vejo) hahaha. Eu mando memes e rimos juntas. Essa é a nova versão da nossa amizade. Sem calor humano. Mas que deixa o coração quente sempre.

Imagino que muitas pessoas estão vivendo situações parecidas com pessoas queridas. Como é ruim ficar longe, não sentir o cheiro, querer ver de perto a risada. Faz bem, muito bem. Dói não estar junto. Eu grito todo dia: Quero minha amiga de volta! É um grito silencioso e interno, que machuca.

Mas tudo isso é necessário, estranho e dolorido. Logo vai acabar.

Quero jogar sinuca regada a cerveja, rir das nossas tacadas horríveis. Quero um churrasco com panceta e linguiça apimentada, tequila, saquê e muitas palhaçadas, e lá pelas tantas da noite colocamos uma música aleatória e viramos bailarinas do Faustão. Dançamos (mal), com coreografias dominadas pelo álcool, rimos e nos acabamos.

Que saudade de tudo isso. Ansiosa para poder fazer de novo. Toda semana, abraçando e beijando. Bebendo e dançando. Vivendo!

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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