Assombro

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Aos treze tive certeza de que era assombrada.
Algo nos sussurros/barulhos soturnos ecoados na noite.
Algo nas sombras disformes criando vida nos cantos.
Não sei.
Bastava um silêncio e a sensação vinha.
Formigava, cochichava, puxava e fazia nós com os fios soltos.
Tinha corpo, trama, alma, vírgula, ponto, travessão e uma quase vontade própria.
Tinha volume de punhos fortes o suficiente para abrirem portas em meu córtex cerebral e conduzirem seus sacos de ossos para fora até estarem dançando no papel.
Aos treze eles queriam sair.
E eu deixei.

Thalita Cristiane da Silva

Thalita Cristiane da Silva

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