Olha o gás!

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Acordei pela manhã, era segunda feira, minha folga! Fui fazer o café e… Segundou! Acabou o gás. É redundante, mas necessário falar que o bendito só acaba quando mais precisamos. Mas me levantou uma questão que há tempos estava entalada na garganta: Como está difícil manter as contas em dia!

Eu nunca fiz poupança, nunca economizei. Sempre vivi como se não existisse amanhã. Mas nessa pandemia senti a necessidade de economizar, fazer uma reserva. Muitas vezes, durante esses quase dois anos, fiquei sem pagamento e sem trabalho. Com todo mundo sem dinheiro não adiantou nada tentar vender cosméticos, como sempre faço quando a necessidade bate à porta.

Está sendo muito difícil. Sem entrar em detalhes da questão política que nos assola, precisamos muito entender e aplicar a prática de guardar dinheiro. Me senti numa guerra no começo da pandemia. Ruas vazias, medo de encostar nos outros, uso de máscaras. – Se bem que tem muito político aí usando máscara faz tempo, né… – Pensar naquele lanche ou no cinema com pipoca pode se tornar luxo, mas o famoso porquinho é necessário.

Temos que nos resguardar. Não estou aqui para falar que nunca mais irei a um barzinho ou comprarei uma blusinha, mas sim que preciso ter uma reserva. Mas como guardar dinheiro com tudo caro? Não sei também, tenho que descobrir. Enquanto o supermercado e o posto de combustíveis não cooperam tenho que achar uma saída. Seria loucura dizer que precisamos estar preparados para outra pandemia? Talvez não. O gás que acabou comprei por 100 reais. Coloquei no limite do meu banco. Santo banco me socorrendo enquanto meu porquinho não engorda.

E enquanto as máscaras dos políticos não caem, vamos vivendo, com ou sem porquinho.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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