O sabor da infância

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Dos sabores da minha infância, o preferido tem dois hambúrgueres, alface, queijo e molho especial. Eu esperava meu pai chegar de viagem, vindo da capital, para se deliciar com o lanche gelado e amarrotado na mala. Com certeza, era um momento mágico.

Na cidade que morava, não tinha a tal franquia. Então, toda oportunidade de comer aquela delícia de lanche era uma festa. Eu tinha 10 anos e quando o acompanhava nas viagens e, deslumbrada, observava a cada 2 ou 3 quarteirões o símbolo amarelo no alto pensava: Meu Deus, quero ir em todos! E me estufava daquele sabor único. E nem preciso falar que até hoje esse sabor me remete àquela época. Como é bom lembrar de tudo com saudade.

Mas as lembranças e sabores da infância as vezes vem em forma de uma brincadeira de rua: esconde-esconde ou taco. No taco eu sempre perdia. Mas no gol do handebol não tinha para ninguém, eu era o máximo. Sorrio sempre quando vejo um jogo na tv e lembro como era bom os campeonatos na escola.

Outras vezes, a lembrança surge a partir da chuva em uma dança garimpando pedras de gelo para tomar. Ela derretia na boca e competíamos quem achava a maior. Até hoje faço isso quando dá.

A lembrança também retorna em uma tarde na casa da amiga com direito a manteiga caseira, pão e café. Amo manteiga e nunca mais comi uma igual àquela. Sabores da infância tem gosto, cheiro e vontade de voltar no tempo.  Ah, se pudesse voltar faria tudo de novo. Comeria o lanche gelado da mesma forma, com a alegria de quem ganha na loteria.

Nos faz bem ter essas lembranças. Guardar esses sabores nos mostra que vivemos uma infância bem vivida, como deve ser. Lembrar e saborear essas memórias faz com que tenhamos um momento de recordação. Aí se pensarmos bem voltamos no tempo sim, na nossa mente. E nos energizamos com isso.

Isso nos dá nostalgia, alegria, boas recordações, e muita saudade com cebola, picles e um pão com gergelim.

 

 

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

 

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