O refúgio para dias ruins

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Uma cabana, dessas de cinema, feita de madeira, num bosque, com uma varanda linda, com uma sala pequena com lareira e uma poltrona confortável. Com uma cozinha aconchegante, para fazer um café e contemplar o céu. É para um lugar assim que vou quando quero (preciso) me reconectar.

Tem dias que simplesmente não deveriam existir. Aquele que você chega cansada em casa, joga tudo, senta no sofá e pensa: Fui atropelada pela vida. Com dor, exausta, sem vontade de viver. É nesse dia que vou para a cabana. Lá acendo a lareira, coloco uma música baixinha, abro um vinho, leio um livro.

O fogo da lareira representa minha vitalidade, minha força de viver e superar obstáculos. O vinho representa a calma, aquele comprimidinho que, as vezes, nos ajuda a ter uma noite de sono melhor. A música, a liberdade de ser quem sou. O livro, minha conexão com a escrita, com a leitura. Lá me organizo, me liberto e me encontro. O silêncio me acha e me traz paz novamente.

Pode parecer loucura, mas faça esse exercício. Escolha um lugar, uma canção ou um momento, se transporte para esse universo, e se encontre, se reconecte. Tem hora que superar uma discussão no trânsito, um dia ruim no trabalho é difícil se não olharmos para dentro de nós mesmos. Nem sempre temos a chance de fazer uma terapia. Então crie a sua própria maneira de se libertar, de se energizar. Acenda sua lareira e olhe o fogo dançando. Ele é você tentando pular os obstáculos da vida e ser forte. Abra o vinho, convenhamos que não precisa de companhia para uma boa taça, seja tinto ou branco. Converse com ele, seja a sua calma, seja você, desafie seus desafios a te encararem. Vá para sua cabana, esteja ela numa praia, no deserto ou num navio.

Liberte-se dos dias ruins criando seu próprio universo, encontre seu caminho, seu cantinho, fique nele alguns minutos, ou algumas horas, permita-se, reconecte-se para encarar um novo dia.

Não aceite menos de você, não se iluda com a derrota. Ela deixa de existir se você quiser.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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