O balão da felicidade

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Não sou muito fã de ver vídeos na internet. Na maioria das vezes, pulo, ou vejo rapidinho sem áudio. Mas tem uma coisa que me prende muito, que passo um tempo vendo, me emociono, me divirto. É uma terapia: chá de revelação. Ah, que momento único e maravilhoso!

A surpresa e a cara dos pais são impagáveis. Mas como uma boa escritora também presto atenção nos detalhes. A produção, os comentários dos convidados e, lógico, o momento da revelação. Cada detalhe é mágico. A felicidade do irmão mais velho, a mãe chorando, o pai se derretendo por ser uma menina. Ou descobrindo que os gêmeos são de sexo diferente!

Mas existem outros detalhes que me levaram a um questionamento e a escrever esse texto.

O pai machista que comemora sozinho por que a fumaça é azul e a mãe, coitada, fica olhando pro nada esperando um abraço. Sim, tem vários vídeos assim. Típico e assustador. Fico procurando a empatia do cidadão e não acho.

Outro ponto é justamente a fumaça, que na maioria das vezes é representada por azul e rosa. Cores clássicas para identificar o sexo. Sexo que em nossa sociedade está sendo constantemente discutida. Em um ou outro video ela é representada por outra cor. Como roxo, por exemplo. Vi um que foi uma super produção no estádio do Maracanã. E essa cor caiu como uma luva, ficou belíssimo. Mas as duas cores clássicas ainda são mais presentes. Fato que estamos ligados, e muito, ao conservadorismo que nos representa como sociedade.

Já que o chá de revelação virou moda, será que seria o momento de mudarmos isso? Talvez sim. A introdução de outras cores seria no mínimo uma pequena evolução da forma como vemos os gêneros. Claro que não dá para adivinhar qual gênero o bebê, que confortavelmente está dentro útero, vá seguir. Isso é um direito dele que virá à tona quando adulto. Mas os pais conscientes poderiam, digamos, inovar! Seria inspirador.

Mas tem também os videos divertidos. Um que a fumaça é branca e os rojões da cor do sexo do bebê aparecem no alto atrás dos pais. Matando todos de susto com a surpresa. Outro que amo, vejo sempre, é de dois bonecos gigantes lutando como num ringue e o vencedor revela o sexo. Esse é um clássico. Engraçado demais.

Mas furar o balão e os confetes voarem é a melhor sensação. É o que mais me relaxa e me emociona. É um momento esperado e amado pela família. É fofo! E independente de ser rosa ou azul, que venham sempre com saúde!

E que tenham vários vídeos assim, por que essa terapia gratuita é ótima. Experimente você também. Fora que enche o coração de esperança e paz.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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