Nem sempre a culpa de um date ruim é do seu match

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Imagine um mundo sem pandemia. Você e seu paquera num barzinho, música boa, comida gostosa, chopp gelado. Até aí um sonho. Você decide olhar ao redor e vê casais felizes, galera curtindo o som, outros fazendo vira- vira de tequila. E você se sente entediada porque o papo não desenvolve.

A culpa é do seu match? Nem sempre!

Na verdade, a culpa é de um conjunto de fatores. Para descobrirmos temos que voltar segundos antes de você clicar no bendito coração.

Um rosto bonito, um carro, uma foto na praia. Te chama a atenção? A princípio, sim. Antes de dizer o famoso sim, vamos sair a alguém: converse, enrole, para falar claramente. Não dá para saber a real intenção da pessoa do outro lado da telinha, mas algumas ciladas são fatais. Vou contar a vocês algumas experiências. Criei gatilhos para fugir de confusão, hoje fujo do app mesmo. E sou feliz com isso. Fuja de encontros desastrosos.

Mas como saber se esse ou aquele será bom ou ruim? Não conseguimos adivinhar sem uma bola de cristal.

Então, use o bom senso, não o desespero de uma companhia. Lógico que, as vezes, somos pegas pelo coração, paixão e tesão. Mas embalagem bonita com conteúdo ruim também decepciona.

Faça as seguintes perguntas:

Realmente preciso conhecer essa pessoa, nesse momento?

Conversei o suficiente?

Estou envolvida a ponto de me produzir para essa pessoa?

Investiguei todas as redes sociais dele?

Sim, uma vez investiguei e descobri o tamanho da aliança que a esposa carregava no dedo. E o galã da novela das 9 conversava comigo o dia todo.

Você quer isso para si?

Não julgue, mas não seja tola deixando-se levar.

Não acredite em fotos, elas enganam, e o tombo é maior do que pensa.

Já vi foto com rostinho de 30 e pessoalmente parecia estar aposentado.

Converse por vídeo, (conversa sadia, ok?), se encante pelo sorriso, pelo bom-dia, pelo tudo bem com você?

Não venha me falar que não sabemos escolher, sabemos sim, só erramos as vezes, é normal. Eles erram também, em achar que somos perfeitas, divas, rainhas. Somos, mas eles não precisam saber. Chiuu!!

Perceba que um date será ruim já na primeira conversa. Não se sabote, príncipe encantado existe, mas as vezes ele não tem carro, nem moto, nem cavalo, não tem emprego, mas tem caráter, dignidade. Se você o reconhecer, clica no coração.

Voltando ao barzinho, se ele só falar “assim” (como odeio essa expressão) e só responder sim, não e “eita”: fuja, seja discreta, educada, arrume uma dor de cabeça (clássico) e vá embora. O príncipe sem carro e sem cavalo uma hora vai atravessar sua vida como um furacão.

Antes sozinha num barzinho virando tequila, do que uma noite ruim acompanhada.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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