Memórias póstumas em vida

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Vi uma entrevista do Pelé  – alguém que aprendi a admirar desde novinha através do meu pai – falando que se fossem homenageá-lo que fizessem em vida.

E me veio a uma reflexão: quantas vezes vemos artistas serem homenageados, ovacionados, depois que morrem? Muitas! Todas as vezes. E deveria ser como o Pelé sugeriu. Fazer em vida.

E nem estou falando só de celebridades. Mas sim de todos. Todos nós merecemos elogios e sabermos o quanto somos amados. Adianta falar que ama uma pessoa depois de ela ter partido? Não!

Dar um presente sem ser em data comemorativa. Mandar flores. Um gesto simples, um bom dia no celular. Algo que a pessoa receba com amor. Isso, sim, é importante. Não fotos no Facebook falando o quanto tem saudade.

Ah, a saudade! As vezes ela dói. Mas não espere acontecer algo ruim para falar que tem! Mas por que é tão mais difícil ter essas atitudes? Porque somos acomodados.

Ah, vejo a pessoa todo dia, pra que vou ficar falando que a amo? Pois é. A vida é um sopro. Hoje estamos aqui, amanhã estaremos? Ninguém sabe. Se tiver vontade abrace, beije, fala que ama. Dê um sorriso. Um gesto de carinho muda o dia de alguém.

E toda atenção e amor se torna recíproco. Algum dia farão com você. É difícil, sim, ser empático todo dia, mas não é impossível. É um exercício.

Voltando ao Pelé, que passa por um delicado momento de saúde, vi vários vídeos mostrando seus feitos com declarações de diversas celebridades mandando apoio.

Façam isso. Ligue para aquela pessoa que que não conversa faz tempo e se desculpe. Compre um café e vá no trabalho da sua amiga para fofocarem. Sorria para alguém na rua.

Quando a pessoa não estiver mais aqui não adianta. Ela não vai ver sua homenagem, não vai ouvir suas palavras.

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