Crime sem mandante na terra sem lei

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Acompanhei com muito pesar todo o desenrolar sobre o desaparecimento e assassinato do indigenista e do jornalista na Amazônia, assim como quase todo mundo. O que mais me chocou não foi o assassinato em si. Embora tenha torcido muito para acharem eles vivos, claramente sabíamos o que aconteceu. Era óbvio. O mais chocante é a PF afirmar que o crime não teve mandante.

Ora, uma região tomada pelo tráfico e lavagem de dinheiro internacional, com pesca ilegal, jagunços aliciados a esse grupo criminoso, que invadem terras indígenas, fazem pescas predatória, sem contar o estrago no meio ambiente que o garimpo faz… Enfim, sabemos até onde o governo ignora o problema ambiental da Amazônia, mas acreditar que esse crime hediondo não teve um mandante é chamar a população de palhaça num grau absurdo.

Como acreditar que dois paus mandados mataram sozinhos por vontade própria? Não dá. O Bruno e o Dom incomodavam gente acima deles. Gente poderosa, que talvez incomode a PF também. Gente que tem contatos em Brasília. Sim ou com certeza?

É mais fácil falar que o crime não teve mandante. E se vira moda? E se outros casos, como o da Marielle, forem declarado um crime sem mandante. Como ficamos?

Como fica a Amazônia, sem proteção do governo, sem políticas públicas descentes? Ao léu. Abandonada, servindo de rota pra o crime.

Estão acabando com a natureza, com os primeiros povos do país e não tem ninguém para parar isso. Quer dizer, tinha, dois guardiões. Que lutavam por um direito esquecido pelo ‘’homem branco’’. Que politicamente não interessa. É mais fácil falar que não houve mandante. É mais fácil ignorar os problemas. Enquanto alguém está lucrando com essa roubalheira. É mais triste, mais é mais fácil.

 

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