Como cães e gatos: uma amizade linda

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Todos nós sabemos que ter amigos (verdadeiros) faz bem tanto para alma quanto para a mente. Das inúmeras vezes em que nos encontramos sem energia, é um amigo que nos acolhe e levanta nossa autoestima. Mas acho que todos tem também aquele que sempre briga, discute, discorda, mas não se separa. É sobre esse tipo que vou falar aqui. Eu tenho um, e como cão e gato levamos a vida numa boa.

A pessoa que rouba minha paciência diariamente é um latino poliglota. No alto de seus cabelos brancos, e andar devagar, ele sempre me tira a concentração no trabalho, me deixa brava, mas também tem um coração gigante que transborda amor.

Nosso primeiro encontro foi como um bombardeio. O odiei logo de cara e ele não fez por menos. Me azucrinou e cutucou o dia todo. Ele não foi com minha cara e assim levamos mais de duas semanas. Até que fomos descobrindo coisas em comum. Hoje nossa amizade é forte. Conversamos em inglês, falamos de viagens, bolos e futebol. Ele ainda me enche as paciências, mas brincamos e nos damos bem. Eu arrumo sua gravata torta, elogio quando corta o cabelo, ele me dá uma fatia de bolo de aniversário quando ganha algum de um cliente. Ele não lê minhas escritas pois vive ocupado vendendo passagem aérea, mas quando lê se derrete.

Nos falamos sempre, mesmo quando está de atestado por conta de probleminhas rotineiros. É o abraço clandestino da pandemia que mais faz falta.

Se você não tem um amigo assim eu sinto muito, por que apesar das rusgas é muito bom saber que existe uma pessoa que tira você do sério, mas te alenta quando necessário.

Entre tapas e beijos nos entendemos, nos apoiamos, nos respeitamos. Um amigo querido com quem quero viajar, fazer aulas de francês e japonês quando toda essa loucura de isolamento acabar. Uma pessoa assim é para guardar do lado esquerdo do peito. Para sempre.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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