Beijar é bom (e necessário)

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

Você sabe que o mundo vai mal quando em um reality, ao vivo, um beijo gay é cortado e um hetero é mostrado.

Um beijo bem dado é bom, seja ele hetero ou gay, ou de qualquer outro gênero. Aliás em relação a beijo o gênero é o que menos importa. A felicidade e a liberdade, sim!

Está na lista de coisas que fizeram falta na pandemia. Seja por medo ou escassez de paqueras. Transformar em preconceito um beijo caliente, desejado, querido e carinhoso é complicado de entender. Estamos vivendo mudanças no mundo. O ser humano está diferente, mais disposto a se conhecer, e ter novas experiências. Classificar e editar o que vai ser mostrado, é censura sim. Censura da liberdade de opinião. Da liberdade de ser. Precisamos aprender a não apontar o dedo, não julgar, pela aparência ou desejo sexual.

A palavra é normalizar. Dois homens andando de mãos dadas ou um feliz trisal fazendo compras no supermercado tem que ser normal. A vida do outro não nos diz respeito assim como a nossa vida também não diz respeito aos outros.

Beijar uma amiga, ou duas, não deveria ser censurado. Existem coisas mais importantes que religiosos e políticos deveriam se preocupar: emprego, educação, desigualdade social.

Sair dessa pandemia e beijar muito é excelente, necessário. E ver duas mulheres em um reality se beijando é libertador. Deveria ser. Ao invés dos cortes da câmera deveria existir respeito. Com quem beija, com quem assiste e com quem sonha com essa liberdade.

 

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

Outras publicações

Rolar para cima