José Carlos Brandão

José Carlos Mendes Brandão nasceu em Dois Córregos, SP, e mora em Bauru. É licenciado em Letras pela Faculdade de Ciências e Letras “do Sagrado Coração” (a antiga Fafil), 1971. Fez especialização em Teoria da Literatura pela Unesp de Araraquara. Pertence à Academia Bauruense de Letras desde 1998. Publicou O emparedado (Cia. Editora Americana, Rio, 1975); Exílio (Massao Ohno Editor, São Paulo, 1983, prêmio “José Ermírio de Moraes”, do Pen Centre de São Paulo, em 1984); Presença da morte (Nestlé/Editora Estação Liberdade, São Paulo, 1991, prêmio V Bienal Nestlé de Literatura Brasileira); Poemas de amor (Joarte Editora, Bauru, 1999); O silêncio de Deus (Clube de autores, 2009); Memória da terra (Sec. de Cultura de Bauru, 2010); O sangue da terra (Sec. de Cultura do Ceará, 2010; A hora do gavião (crônicas, Sec. de Cultura de Bauru, 2014); e Livro dos bichos, publicação artesanal limitada, apenas 30 exemplares (Bauru, 2016, prêmio “Jorge de Lima” da U.B.E. – Rio, 2011). Tem poemas em várias publicações como Germina, Ruído Manifesto, 7faces, Diversos Afins, Escrita Droide, Literatura & Fechadura, Cronópios e blocosonline. Estava para lançar o livro O país impossível, em abril de 2020, mas a pandemia interrompeu a edição. O livro era um grito de protesto diante da triste situação que vivíamos, piorada com a pandemia. Cada vez se faz mais necessária e urgente a sua edição. Alguns dos seus livros estão esgotados. O silêncio de Deus pode ser pedido no Clube de Autores (impressão sob demanda). Exílio, Os Poemas de amor e A hora do gavião podem ser pedidos diretamente para o autor,via e-mail. Pode ser lido ainda no blog Poesia Crônica.

Todas as colunas de José Carlos Brandão

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Nobel para os retirantes

A minha primeira experiência com os retirantes foi a leitura de “Vidas secas”, de Graciliano Ramos. Renan Calheiros foi infeliz na sua comparação, na CPI da Covid, pertinente para o caso, mas injusta, superficial. “Dentro de casa, Fabiano grita, xinga,

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A primeira presidente do Brasil (não foi a Dilma)

Em 2009, visitei o cárcere de Bárbara de Alencar, no centro histórico da cidade de Fortaleza. Em casa, vendo as fotos do lugar, não pude me furtar a lhe dedicar um poema. Há uma força estranha que se emana dali,

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A Morada da Alma

A palavra grega ética em sua gênese significaria Morada da Alma. É uma imagem linda, que por si só eleva, engrandece. Nós nos sentimos maiores quando nos lembramos de que o nosso comportamento é norteado por uma entidade sublime já

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Notas para uma oficina de contos

  Por que escrever contos? Machado de Assis cita Diderot: “Façamos contos, assim o tempo passa e o conto da vida se acaba.” Esqueçam toda a Teoria da Literatura! Vamos falar da prática do conto, de como o contista faz

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O tamanduá-bandeira

O tamanduá   O tamanduá à minha frente, lento, como se não tivesse pressa alguma. As fortes garras curvas dificultam-lhe o andar. Pesado, foge como pode.   Formigas e cupins são sua comida, caçados com a sua longa língua em

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O dinossauro

Quando Gabriel García Márquez, com 17 anos, leu “A metamorfose”, de Kafka, descobriu que seria escritor. Quando leu a primeira frase: “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, em sua cama, metamorfoseado num inseto monstruoso”, disse para si

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Eu acuso! – Quem matou o último lobo do cerrado?

Não resisti. Tinha que usar a mais famosa manchete da história como título da minha coluna. “J’Accuse!” era o título do artigo de Émile Zola, o criador no romance naturalista, na primeira página do jornal “L’Aurore”. Tinha um subtítulo: “Carta

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Crônica de uma morte anunciada

Gabriel Garcia Marquez escreveu um romance chamado “Crônica de uma morte anunciada”. Logo se deve ter pensado: a morte é anunciada, então os leitores já sabem o que vai acontecer. Perdeu a graça! Mas todos sabiam que Garcia Marques era

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O papagaio de Humboldt

Em fevereiro de 1800, o barão Alexander von Humboldt inicia a exploração do rio Orinoco. Recolhe diversas espécies de plantas e animais desconhecidos, mede meticulosamente a temperatura do rio, do solo e do ar, a pressão atmosférica e a inclinação

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A copaíba

A copaíba é o mais belo monumento da cidade de Bauru. Mais importante que qualquer monumento de pedra ou de metal. Porque é um monumento vivo. Corre sangue em suas veias, sangue verde, sinal de vida, de esperança, de alegria.

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