As 44 vidas ceifadas e o despertar de gatilhos

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44 vidas ceifadas. Em nome do progresso. Mas calma, serão substituídas por outras 550 novas. (queria entender esse nível de substituição). Parece papo de ficção científica, mas não é.

Derrubar uma árvore em nome do progresso, sim, faz parte da nossa vida urbana e moderna. Infelizmente. Porém, não se substitui uma vida.  Descartar uma série de árvores não pode ser chamado de um ato pensado e legítimo.

Mesmo sendo replantadas outras mil, aquelas perderam a vida.

E me despertou alguns sentimentos de protesto, de raiva e indignação. E alguns gatilhos.

Um óbvio, é o calor que faz em nossa cidade. Estamos vivendo um aquecimento global que nos assola todos os dias. Se não começarmos a pensar em reciclagem, economia de água e energia estamos ferrados no futuro. Mais aí você fala: ‘’Já fazemos isso!’’ Fazemos mal né. Convenhamos que tem muita gente que não pensa em nada disso. Todo dia vejo algum motorista jogar algo na rua, lata, cigarro, papel. É nossa obrigação cuidar do planeta.

Tudo bem que as árvores (chamo-as de Divas, pois eram. Plenas, potentes e frondosas) não iriam salvar nosso planeta. Mas casos isolados como esse acontecem todo dia, em vários lugares, no mundo todo. E isso sim nos afeta. O conjunto da obra. Precisamos, sim, escoar o trânsito louco, aumentar a segurança, desafogar as vias principais, para nós chegarmos mais rápido em nossos destinos.

Destino: outro gatilho.

Que belo destino. Sozinhas arrancadas de seu chão. Cortadas, abandonadas.

Eram belas, traziam sombra. Eram velhinhas, resistentes e fortes. E morreram. As Divas foram assassinadas. Que tristeza. Poderiam ter feito um projeto de uma rua no meio delas. Uma via arborizada rodeada por uma praça. Progresso sustentável! Não precisava derrubar tantas. Espero que os diversos protestos continuem, para não perdemos mais.

Perder: outro gatilho. Perdemos oxigênio. Perdemos descanso e beleza. Mas ganhamos também. Mais calor, mais frio, mais enchentes, mais geadas. Ganhamos? É repugnante!

Um recado para os políticos interessados. Não levem o progresso e a riqueza urbana muito à risca. Sejam sérios. Sejam humanos. Não matem! Não ceifem vidas. Elas importam. Muito! Plantem, façam parques. Façam avenidas. Mas protejam esses seres importantes. Cuidem do mundo, ele anda mal. Por culpa de muitos. De vocês!

Ah, o gatilho mais importante: Sejamos protetores da natureza. O futuro agradece.

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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