A Placa que ninguém respeita: PARE!

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Como é complicado enxergar e decifrar uma placa de trânsito. São confusas, na maioria das vezes escondidas. Não vemos mesmo por que estamos com pressa, mexendo no celular ou no rádio que insiste em tocar uma música ruim. Não é culpa nossa se passamos em um Pare ‘’sem querer’’. Prestar atenção é muito difícil por conta da correria do dia a dia.

Claro que tudo isso é uma mentira, como respeitar um motorista que não respeita as leis? Que invade o Pare, que olha na tua cara e sorri. Imagino o pensamento dele: Ah, uma mulher pilotando uma moto, vou passar, ela que diminua!

Infelizmente a militância nesse caso é necessária. Nós mulheres sofremos um preconceito e desrespeito enorme no trânsito. Todos os dias levo fechadas, ultrapassagem em local errado e o famoso não vou parar no Pare. É complicado quando você enxerga isso como uma brincadeirinha sem graça com uma pitada de machismo. Dirijo com cautela sempre e com medo também. Nunca sei se posso acelerar um pouco mais por estar na preferencial ou andar com receio de chegar na esquina e alguém roletar o Pare.

Sei que é fácil entender, não vou entrar no mérito das setas que também, convenhamos, a maioria falha nesse quesito. Mas muitos acidentes seriam evitados se fosse respeitada a lei do Pare. Se a consciência falasse mais alto. Se o individualismo tivesse peso menor que o coletivo. Se respeitassem e entendessem que nós, mulheres, também pilotamos moto sim, que fazemos entregas, somos motoristas e precisamos dirigir, para nos sustentar. Eu entendo os motoristas que não respeitam as placas de trânsito. Eles são desprovidos de inteligência emocional, não tem empatia nem amor ao próximo.

E, quando observam uma mulher no volante, aumenta muito o risco de transgredir uma regra simples. Alguns adoram se mostrar, outros exibem seus carros de luxo como se isso chamasse minha atenção e ainda há os que riem, simplesmente por que sabem que estão fazendo algo errado e que vão ganhar uma buzinada.

Seria um sonho se pudéssemos dirigir em paz, sem medo, sem preocupação por sermos mulheres, sem motoristas (homens), que riem da nossa cara. Seria muito bom ter menos motoqueiros (não digo que todos andem devagar, ossos do ofício muitas vezes) acidentados, e um trânsito mais gentil, mais fluído.

 

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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