A dependência emocional esmaga sua liberdade

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Um homem sangue suga. Uma mulher carente. Dinheiro. E uma relação que se tornará abusiva. Parece roteiro de uma novela mexicana. Mas acontece todos os dias. Até com os papéis invertidos. Mas acontece.

Você não se torna dependente emocionalmente de uma pessoa sozinha. Ela cria esse mundo na tua cabeça. Seu parceiro ou parceira. Parceria?

Química e paixão estão ligadas e quando encontramos uma pessoa para nos relacionar nunca queremos isso. Mas acontece se o outro lado quiser tirar proveito de você. Sim, em algum momento ele te achou fraca e tirará vantagem disso.

É extremamente difícil sair de uma situação assim. Eu saí. Com muito custo. A escrita me ajudou. Você também pode achar um caminho. É só olhar para dentro. Ser dependente emocionalmente de uma pessoa é uma das piores sensações da vida. Você não vive, não respira. E quando respira dói o peito.

Você espera sentada o dia todo para o momento do telefonema, do convite para um encontro. As vezes nem acontece e você fica mal. Você não é mais você. Você só existe por conta desse relacionamento, não faz mais nada que não esteja ligado a isso. É perigoso.

Nesse ponto começa os abusos. Você está gorda!; Nossa, como fala gíria.; Preciso de dinheiro. Toda hora pede dinheiro. E você dá. Por que é boazinha e está apaixonada? Não, por que você não consegue enxergar o abuso. Está dependente. É como uma droga, não adianta os outros abrirem seus olhos, você não enxerga. E isso acaba com sua autoestima. Acaba com sua beleza, seu humor. Demora muito, mas você vê, sim, uma luz no fim do túnel, só que o túnel é longo e cheio de obstáculos. Mas você vence. Encontrando momentos que te tragam paz. Que te façam respirar.

Não há como afirmar que nunca mais cairemos em uma armadilha assim. Mas ao sairmos de uma nos tornamos mais fortes. A recuperação te dá ânsia, você vomita. Vomita o ódio por ter se deixado levar. Tem crises de choro, de ansiedade, insônia. Mas vence. A independência emocional liberta. Te leva a lugares inimagináveis, te mostra a luz. E você segue, com cicatrizes, mas lúcida. E feliz.

 

Um rímel, um café e um textão é a coluna semanal de Juh Hunzicker

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